SUA BOLSA DE COURO MANCHOU?


Até que ponto ao lançar uma nova coleção no mercado, estilistas, fabricantes de artefatos em couro

e importadores, levam em consideração as formas de uso e conservação do seu produto? Pois, a incompatibilidade de matérias-prima, por exemplo, uma bolsa de couro semi-acabado em tons claros, quando em contato com uma calça jeans, inevitavelmente ficará manchada em pouco tempo.

 

Matéria Prima X Produto final

O couro produzido e acabado no Brasil está entre os melhores do mundo. Temos uma reserva de conhecimentos invejável e isto nos dá a vantagem de colocar no mercado mundial produtos de qualidade já disputados em todos os continentes.

Por outro lado  no processo evolutivo do acabamento no couro no Brasil e  no mercado internacional, nota-se que todos os processos de beneficiamento aos quais o couro têm sido submetido, além de conferir-lhe cada vez mais beleza, produziu uma diversidade enorme de tipos, mas ao mesmo tempo pôde-se perceber uma redução considerável em seu grau de resistência ao tempo e ao uso. Quanto maior sua beleza, menor seu tempo de vida e maior a fragilidade para o uso e manutenção.

Como resultado da forma como o couro vem sendo produzido, somando-se invariavelmente uma destinação incorreta na correlação Matéria Prima versus Produto Final, seu tempo de vida não tem sido maior que o período de uma estação do ano.

E essas características de “produto descartável” contrapõem-se à nossa cultura e certamente a outras culturas que também elegeram o couro como uma “jóia”, objeto de desejo, definido unicamente pela praticidade, beleza, resistência e durabilidade. A sustentação de que o couro deve ser trabalhado e transformado em uma “jóia”, não significa sua fragilização, pelo contrário, maior terá que ser o seu tempo de vida e melhor a sua resistência ao uso.

Onde está o perigo?

Sem uma concepção exata do que o couro deve representar para o consumidor final, por exemplo, no item vestuário, algumas marcas de expressão no mercado mundial de artefatos em couro, preocupadas com a apresentação visual  das peças como  principal fator de venda, têm permitido que em suas coleções figurem produtos tecnicamente descartáveis devido à falta de resistência a   utilização de couro inadequado  para o tipo de roupa ou artigo fabricado.

 

Bolsas estão em 1ºlugar – Quanto aos acessórios atualmente as bolsas são as primeiras canditadas  à condição de produto descartável, devido a diversidade de materias utilizados aplicados na mesma peça,     tais como:  couro flor  (ou recouro),+ couro camurça (ou nobuck ou chamois)+ têxtil+ detalhes em material sintético + ferragens em excesso  + armações internas em papelão.  Algumas marcas optam por se utilizar   de atanadinhos ou couros curtidos brancos. Para a produção de uma bolsa a combinação de tais matérias primas e suas aplicações podem ser explosivas.Com pouco tempo de uso ou nas operações de limpeza e higienização, a peça poderá apresentar vícios de produção tais como:

  • Manchas: migração dos corantes entre os couros ou dos couros para o têxtil; amarelecimento precoce e sujidades de difícil remoção.
  • Oxidação: ferragens sem resistência ao pH do couro e que oxidam rapidamente promovendo manchas ou embquantidade excessiva e que não permitem limpeza à sua volta sem ser aranhada ou danificada.
  • Deformidades: o uso de papelão para armação da bolsa não permite operações de limpeza molhada e quebra com muita facilidade.
  • Descarte: a eleição do couro para determinados acessórios deve corresponder às expectativas de uso e tempo.
  • Couros curtidos ao tanino ou os atanados têm um tempo de vida muito limitado quanto à  resistência a impregnação de sujidade e alteração de cor. Ao ser empregado em bolsas, na maioria dos casos a sujidade provoca manchas que não saem e a alteração da cor é um processo constante e irreversível.  Situação semelhante aos curtidos brancos.

 

E nesta progressão, no mercado europeu em muitas lojas de grife na hora da venda, os artigos de couro estão cercados de enormes cuidados, onde algumas marcas não

permitem que o cliente toque a peça no momento da escolha. Vendedores com luvas, fazem o manuseio e o comprador só vai colocar a mão no produto depois da compra efetuada.Se não for simples  absurdo, tais procedimentos rígidos  na apresentação dos produtos à venda podem esconder estes detalhes. Toda essa preocupação pode estar ligada à fragilidade do couro aplicado ao artigo, do couro como matéria prima ou do acabamento final, como podemos exemplificar:

    • couros com características de semi-acabados,
    • curtidos rápidos,
    • curtidos de preservação,
    • curtidos brancos ao zircônio,alumínio etc,
    • tingimentos com corantes sem igualizantes.

Itens que geram artigos  frágeis à  exposição da luz e absorvem com muita facilidade poeira e  suor das mãos; fatores que lhes conferem rapidamente características de produtos usados, velhos, sujos e que são de difícil remoção.

Onde fica o consumidor?

O fato de a loja usar de extremo cuidado no manuseio de artigos com tais características, em momento algum transferem para o comprador a permanência destes cuidados. É uma prática interna da loja feita para resguardar a fragilidade do produto e depois deixar por conta do comprador descobrir no dia a dia de uso, no momento em que a peça passar pelos serviços de limpeza, higienização ou restauro, tratar-se de um produto “descartável”.

Na sua grande maioria as marcas famosas quando exportam os seus produtos não transferem os mesmos procedimentos para a venda, as quais são aplicadas nas lojas de seu país de origem. O que significa que o seu representante fica sem parâmetros para qualificar seus  vendedores para aquele tipo de produto.

Considere-se  o aspecto de que a maioria das pessoas  só compram se puderem manusear  e “experimentar” a peça,  somando-se a vendedores desavisados que estão expondo os produtos a um verdadeiro teste drive, a peça corre o risco de ser danificada em pouco tempo ainda dentro da loja.

 

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